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(UEPA 2012) Simbolismo

Enviado: 30 Jun 2021, 11:42
por Vivianne
(UEPA 2012) Respirando os ares da modernidade literária, a estética simbolista revela-se uma reação artística a referencialidade que violentamente restringe a palavra poética ao mundo das coisas e conceitos. No intuito de libertar a linguagem poética, o Simbolismo explora diversos recursos sensoriais a fim de sugerir mistérios. Simbolista, Alphonsus de Guimaraens escreve muitos textos que apelam para o símbolo visual, a imagem, carregado de insinuações de misticismo e morte.

Marque a alternativa cujos versos se relacionam ao comentário acima.

a) Queimando a carne como brasas,
Venham as tentações daninhas,
Que eu lhes parei, bem sob as asas,
A alma cheia de ladainhas.

b) Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

c) Encontrei-te. Era o mês... Que importa o mês? agosto,
Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março,
Brilhasse o luar, que importa? ou fosse o sol já posto,
No teu olhar todo o meu sonho andava esparso.

d) Lua eterna que não tiveste fases,
Cintilas branca, imaculada brilhas,
E poeiras de astros nas sandálias trazes...

e) Venham as aves agoireiras,
De risada que esfria os ossos...
Minh'alma, cheia de caveiras,
Está branca de padre-nossos.
Resposta

e) Venham as aves agoireiras,
De risada que esfria os ossos...
Minh'alma, cheia de caveiras,
Está branca de padre-nossos.
Qual(is) desses recursos falta(m) na alternativa a)? Vejo a libertação poética pelo eu lírico ter parado as tentações daninhas sob as asas, há sensação (queimando a carne), recursos visuais concomitantes à imagem (carne como brasa e asas) e misticismo atrelado à morte (tentações daninhas e alma); mas não entendo o porquê dela estar incorreta.

Re: (UEPA 2012) Simbolismo

Enviado: 02 Jul 2021, 21:04
por Menitham
Simbolismo explora diversos recursos sensoriais a fim de sugerir mistérios, mas nunca se remete a ser idealista e nem ser trancendental em suas poesias, pois todo tipo de ideologia tenta explicar algo que deveria ser misterioso, inclusive nossas relacoes sociais (vide comunismo,transcendentalismo religiosos)- embora a propria fé seja usada como um meio para perceber a existencia como defendia Kierkegaard. Para alguns adeptos mais radicais desse periodo de renovação estética para a pós-modernidade, qualquer tipo de idealismo suja a poesia,inclusive a moralidade, pois tenta desviar o foco da experiencia existencial, do eu misterioso e existencial no mundo. Pois tranca a mente do poeta em uma formula pronta, nao deixando ele perceber a propria existencia. Ele vive pelas teorias que outros criaram. uma critica aos tipos de literaturas cientificas, realismo, naturalismo, e cientificismos da época, e tambem aos modelos prontos de poesia.
No item (A) ele (eu-lirico) fala sobre alma, o que ja garante um tom idealista.
No item B ele fala da alma e usando uma virgula explica o que era alma dele, um amontoado de ossos. Desse modo nao fugindo para idealidades

Re: (UEPA 2012) Simbolismo

Enviado: 08 Jul 2021, 11:42
por Vivianne
Menitham escreveu: 02 Jul 2021, 21:04 Simbolismo explora diversos recursos sensoriais a fim de sugerir mistérios, mas nunca se remete a ser idealista e nem ser trancendental em suas poesias, pois todo tipo de ideologia tenta explicar algo que deveria ser misterioso, inclusive nossas relacoes sociais (vide comunismo,transcendentalismo religiosos)- embora a propria fé seja usada como um meio para perceber a existencia como defendia Kierkegaard. Para alguns adeptos mais radicais desse periodo de renovação estética para a pós-modernidade, qualquer tipo de idealismo suja a poesia,inclusive a moralidade, pois tenta desviar o foco da experiencia existencial, do eu misterioso e existencial no mundo. Pois tranca a mente do poeta em uma formula pronta, nao deixando ele perceber a propria existencia. Ele vive pelas teorias que outros criaram. uma critica aos tipos de literaturas cientificas, realismo, naturalismo, e cientificismos da época, e tambem aos modelos prontos de poesia.
No item (A) ele (eu-lirico) fala sobre alma, o que ja garante um tom idealista.
No item B ele fala da alma e usando uma virgula explica o que era alma dele, um amontoado de ossos. Desse modo nao fugindo para idealidades
Menitham, mas o Simbolismo não teria como uma das principais características o transcendental, pelo místico? Eu entendi a parte de nunca se remeter a ser idealista, mas não consegui conectá-la com ideologia e com a proximidade ao transcendental que você usou pra tirar a alternativa a). Poderia explicar esses meus pontos confusos, por favor?

Re: (UEPA 2012) Simbolismo

Enviado: 04 Set 2021, 20:40
por Menitham
embora o item A tenha descriçoes visuais. Não possui uma descrição existencial do que ele sentiu como no Item E

a) Queimando a carne como brasas,
Venham as tentações daninhas,
Que eu lhes parei, bem sob as asas,
A alma cheia de ladainhas.

Aqui não tem eles descrevendo a experiencia existencial dele

e) Venham as aves agoireiras,
De risada que esfria os ossos...
Minh'alma, cheia de caveiras,
Está branca de padre-nossos.

Aqui ele define a alma dele, e o que ele sentiu quando escutou o som das aves.